quinta-feira, 5 de março de 2026
As Franquias de Epstein Parte III
As Franquias de Epstein.
Parte III
Epstein? Quem lembra de Epstein? Mas, nada mudou. Talvez um pouco para pior. Considerando a onda feroz de estupros de vulneráveis, vivemos um tempo tenebroso. O homem de 35 anos comerciante de substâncias ilícitas, estuprava a menina de 12 anos aliciada pela sua mãe em pagamento de uma cesta básica e umas cervejas com ele no bar. Outra menina de 12 anos também. Uma idosa que pegou um ônibus e foi estuprada pelo motorista. 71 anos. Uma mais idosa ainda, freira, dentro do convento onde vivia. 83 anos. Essas duas últimas citadas, corroboram a tese que venho defendendo. Penso que, apesar de se passar no campo sexual do corpo, o estupro de vulnerável, principalmente, a modalidade intrafamiliar, ou melhor, o incesto. Tanto a freira de 83 anos, quanto a idosa de 71 anos não exalam mais sensualidade. É da natureza. Não há como se falar que a freira foi estuprada aos 83 anos porque sua minissaia era muito curta, ou a idosa de 71 anos estava com um longo com uma fenda que chegava quase à cintura e muito justo modelando o corpo. À partir de qual estímulo sexual esses dois homens se excitaram para realizar uma penetração. Mesmo com a “colaboração” da violência e da crueldade, houve ereção e ejaculação. Epstein e seus convidados ilustres também, estupravam meninas travestidas de mulheres. Eram crianças.
E os bebês? Tanto na Ilha de Epstein quanto aqui entre nós, bebês são estuprados e escravizados para enriquecimento de um familiar. E nada é feito para que possamos começar a ter instrumentos científicos seguros para adquirir o conhecimento dessa aberração humana. Se, quando uma mãe, cumprindo o Art. 13 do ECA, leva a queixa de sua criança à Instituição competente, é, imediatamente, considerada “alienadora louca”, e, ao cabo de alguns penosos anos, a justiça promove a Privação Materna Judicial e entrega a criança violada para seu violador. As provas materiais, marcas de várias idades na pele, ou as fissuras anais comprovadas por legista público, são desconsiderados. Os fatos objetivos vêm sendo substituídas por interpretações que se pretendem descobrir por traz da realidade. Ou seja, uma lei objetiva, por exemplo, é interpretada por um magistrado que sentencia, por fim, em desobediência à Constituição, ao Código Penal, e ao ECA, de uma vez só, “não houve estupro, havia afeto” – criança de 12 anos – quando a Lei determina o marco de 14 anos. O problema é que essa “interpretação” está sempre embebida de transgressão.
Alguém imagina como seria uma mãe chegar numa delegacia para fazer uma denúncia de estupro de vulnerável de um bebê de 8 meses? Se com a voz da criança relatando tudo que sofreu é descredibilizado, sendo um bebê, que ela flagrou o genitor abusando, o que seria feito com ela? Mas, não são bonecos borns que estão na internet à venda em vídeos pornográficos.
Já vimos de tudo em horrores? Não. Uma adolescente é atraída por um ex, confiou, e a armadilha sexual tem início, 4 outros rapazes entram no apartamento e executam um estupro coletivo. Brutalidade, crueldade, muita violência. As lesões ficam. A dor imensa, a física, a psicológica. O estupro coletivo, além de bárbaro, traz um ponto que merece uma reflexão. Misturando Exibicionismo e Vouyerismo, a promiscuidade instalada com a execução do estupro, deixa à mostra uma espécie de irmandade perversa, despudorada, onde os órgãos sexuais ficam todos exibidos e trocam fluidos entre os homens, sem cerimônia. Esse fenômeno estava também nos Estupros Continuados de Gisèle Pelicot, à época com 50, 60 anos, e que promovidos pelo seu marido, Dominique Pelicot. Durante uma década, ele vendeu o corpo inerte de sua esposa para homens, no próprio quarto do casal, assistido e gravado em vídeo. Ele selecionou cerca de 80 homens, entre os quais escolhia alguns de cada vez, e os estupros eram, assim, coletivos.
No caso da adolescente, essa espécie de excitação pervertida, movimenta um impulso brutal de violência contra a vítima, repetitivo, quase em conjunto, e pontapés são desferidos. Isso tudo tem resultado Poder para os predadores.
Em meio à tempestade de estupros e feminicídios que crescem em assustadora proporção geométrica, aquele senhor alaranjado, que aparece em milhares de fotos com meninas pequenas, acusado por muitas delas de ter avançado, deflagra uma guerra e realiza o que vinha respondendo para os repórteres: “tem que passar a página”, “tem que esquecer isso”. E ele mudou tudo por mísseis, drones kami-kazis, bombas variadas, usando na paleta o tom terracota, de mais impacto, logo substituído por um tom mais suave. E assim, o tema dos pedocrimes virou fumaça.
Parece que os crimes de pedofilia foram capturados pelos drones e mísseis. Pode ser, só, coincidência.
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