terça-feira, 17 de março de 2026
Epstein em Franquias e a modalidade de Estupro Coletivo.
Epstein em Franquias e a modalidade de Estupro Coletivo.
Os Documentos de Epstein que estavam ocupando, quase totalmente, o espaço midiático, foi derrubado por uma guerra precipitada pela premência de escancaramento do envolvimento de uma figura que usa a paleta alaranjada no cabelo e na pele, e que aparecia em milhares de fotos, vídeos, e comunicações com Epstein, o Rei da Ilha da Orgia, com crianças e adolescentes, meninas e meninos.
Mas esse protagonista que abriu várias frentes, atropelou o explosivo monte de documentos, tenebrosamente, horripilantes, parece que, encurralado pelas evidências dos crimes cometidos com estupros múltiplos de crianças, deflagra uma guerra de grandes proporções e consequências imprevisíveis. Esse, aliás, é o traço predominante de seu perfil: o desprezo pelo outro em todas as condições que se apresentem. Traço esse que é inerente aos predadores sexuais. A obsessão pelo Poder infinito é tão explícita e tão inegável quanto sua cor do rosto e cor do cabelo. Mas é, inegavelmente, exímio na compra e venda. Se começou e cresceu usando coisas inanimadas, hoje reina comprando e vendendo vidas humanas.
Epstein também era expert na comercialização de corpos de crianças, vivos ou mortos, transformando-os em moeda que lhe permitiu acumular aos milhões e milhões. O apelo à barbárie oferecida à casta mais Poderosa, fosse no seleto mundo financeiro, ou no mundo das cúpulas da Política, ou das celebridades midiáticas, de tal maneira amarrada, que o grupo restava refém dos registros de áudio e vídeo, armas das chantagens. Uma engrenagem sofisticada, mas ao mesmo tempo de uma simplicidade desconfortável. Uma isca podre, mas dourada era o suficiente para encarcerar. Essa isca era raríssima pela sua perversidade, um ímã perfeito para pessoas sem caráter. Lembrando que a perversão é infinita, mesmo.
Mas a guerra veio, implacável. E os escombros tomaram todos os espaços. Os mortos, os feridos. As crianças perdidas, em vulnerabilidade extrema, presas fáceis para alimentar os reservatórios dos pequenos escravos sexuais internacionais. O tráfico internacional de pessoas, bebês, crianças, adolescentes, e jovens adultos, nunca ficou tão escancarado como agora. Lamentável que, como o conteúdo horrendo da mais recente guerra, todas essas barbaridades entrarão em estado de hibernação, logo, logo.
O caso de Dominique Pelicot, o marido francês que explorou sexualmente sua esposa por mais de 10 anos, dopando-a com anestésicos, e compartilhando-a com uma lista de 83 homens, que estupravam a sua carcaça, sob o olhar, o registro em vídeo, e a administração da “check list” de homens, de 20 a 55 anos, tudo por decisão sua, dentro do quarto e da cama do casal, já sumiu na poeira dos ventos. É um caso horripilante! Difícil imaginar como Dominique conseguia conciliar e costurar esse câncer mental à sua mente social, gentil, responsável, atenciosa. Temos tendência a pensar que são dois pedaços inconciliáveis. Penso que são sim. Talvez ajude evocar aquela ideia rasa de avaliar alguma pessoa como sendo duas caras, ou tendo dupla personalidade. Parece-me que pudéssemos pensar que são duas pessoas em um só corpo, em um permanente “splitting”, (termo técnico da psicopatologia que se refere à esquizofrenia severa), sem nenhum sistema cerebral de empatia, nem de arrependimento, nenhum sentimento de humanicidade. Vale ressaltar que, mesmo tendo similitude com um sintoma essencial de uma doença mental, a perversão, estupradores, predadores, sádicos bárbaros, não são doentes, não são tratáveis. Outra ilusão é a de determinar a castração química para abusadores de crianças. É preciso entender que esses crimes são cometidos no campo da sexualidade, mas não são sexuais para o adulto, são a busca e o exercício do Poder. E essas pessoas não têm resquício de sistema de autoavaliação, de arrependimento, de culpa.
Não à toa, um dos criminosos que cometeram, com planejamento e comemoração de resultado quase morte da menina, quando se apresentou à delegacia, após o tempo de flagrante, claro, vestia uma camiseta com o lema: “arrependimento nenhum”. Esse é um princípio de grupos de ódio a mulheres, que dão instruções, inclusive, como fazer quando ela disser um não. Demonstração de golpes, pontapés e uso de faca são encenados para a formação de bárbaros que distribuem “carteirinha de identidade” com a estúpida brutalidade.
A modalidade do Estupro Coletivo foi a mesma usada pelo Dominique Pelicot, por mais de uma década, usando sua esposa, a mãe de seus 3 filhos. “Família Feliz”, “família de bem”, “um homem acima de qualquer suspeita”, são, quase sempre, apenas cenografia de primitivismo sub-animal.
Fomos surpreendidos pelo horror de 4 homens e 1 adolescente de 17 anos, ex ficante da menina, que estupraram uma menina de 17 anos. Foi o adolescente ex que armou a cilada para atrair a menina para um apartamento/matadouro em Copacabana, se aproveitando da confiança que ela tinha nele. Quando essa barbárie ocupou espaço no noticiário, outras meninas decidiram fazer a denúncia de seus estupros, também coletivos. E tomamos conhecimento que já aconteciam há mais de 3 anos, que aconteceram várias vezes, sempre seguindo o mesmo modus operandi, e ainda, que há plataformas na internet que ensinam essa barbárie estúpida, abertamente.
Na ilusão de ser “mais macho” que os outros, esses criminosos usam o campo da sexualidade, momento que deixa a mulher, a menina, o menino, o bebê, na extrema vulnerabilidade pela discrepância da força física natural, com o objetivo de obter um gozo de Poder. É uma experiência de des-humanização, que, quanto mais absoluta, mais sensação de gozo. Por isso, não é suficiente só a penetração, é preciso espancar, causar dor intensa, deixar marcas concretas. Exibicionismo e vouyerismo, chutes, socos, fazem a performance que ganha o apelido relativo a sexo. Mas, não é.
As Franquias de Epstein, o Estupro Coletivo, a Barbárie. Parte IV
As Franquias de Epstein, o Estupro Coletivo, a Barbárie
Parte IV
A Juíza Vanessa Cavalieri, Da Vara da Infância e Juventude, TJRJ, se pronunciou sobre os Estupros Coletivos. Ela irá julgar o menor infrator que participou, e, parece, e arquitetou esse estupro de 31 de janeiro nesse ano, motivo que não pode falar sobre esse específico. Mas ela afirma que já julgou dez, vinte, ou mais, estupros coletivos aqui na Comarca do Rio de Janeiro. Assustador! Parece que já se estabeleceu a instalação desse comportamento, com o mesmo modus operandi que usa a confiança em um ex ou “amigo” de escola, para violentar, na surpresa, por um grupo uma menina conhecida/colega/ex namorada, com toda a brutalidade. A Juíza Vanessa Cavalieri se refere a mais de 10, mais de 20, que ela já julgou. Há referências a estupros coletivos, em repetição, de alunos de Escolas privadas também.
O Crime que veio à tona ocorreu em apartamento da zona sul do Rio, área socioeconômica privilegiada. Os criminosos, 5, estudam numa Escola que atende os filhos de professores do Estado, inclusive de respeitabilidade pública, por obter ótimos resultados nos exames de acesso à Universidade. De onde não se espera, surge a barbárie. Assim também foi ao ser denunciado o Professor de Direito e Presidente de Instituto de Defesa de Família, Seção RS, por mais de 10 vítimas. Elas eram seduzidas, dopadas com anestésicos, como fez o Dominique Pelicot com sua esposa, em ambos os casos, estupros e violência física sendo tudo registrado e monetizado na internet. No crime do estupro coletivo, esse carioca, não se pode culpar os “PPPs”, (pobres, pretos, periféricos), diante desse cenário. Também os outros dois casos citados a título de exemplos, entenda-se que não são exceções raras, os dois criminosos são pessoas de inserção em camadas sócio-econômicas, e , interessante, intelectuais em níveis superiores na sociedade. Mas onde estamos falhando?
Para a Juíza, a introdução precoce da pornografia via internet. Concordo que este é um elemento que interfere no desenvolvimento saudável de nossas crianças. A Regulamentação do mundo virtual foi politizada e recebeu a alcunha de “censura”, o que leva a discussão para outro campo, bastante sensível, porquanto há algumas décadas vivenciamos uma censura que levava à prisão, à tortura e à morte/desaparecimento. Não podemos deixar de pensar que há registros mnêmicos pessoais ou sociais do que é uma censura. E, como hoje, a semântica é manipulada como arma política de massa, Regulamentação é travestida, facilmente, em Censura, e os brados por “liberdade de expressão” ecoam aos quatro cantos. Como se o fosse.
É, absolutamente, nociva a exposição à pornografia durante o desenvolvimento cognitivo que precisa se ajustar ao grande impulso do desenvolvimento hormonal. Não à toa, adolescentes são inundados de medo na vivência de sua sexualidade que brota em todos, uns mais, outros menos acometidos desse medo. Dá a impressão que, exatamente, aqueles que são mais atormentados por esse medo da nova fase da sexualidade, com a entrada na sexualidade adulta, esses, pela fragilidade insuportável, escorregam para o “corredor polonês”, (aquela antiga “brincadeira” agressiva, de meninos, de formar um corredor humano que bate na cabeça dos que são obrigados a passar pelo meio, sem saída de escape), ou seja, sucumbem à barbárie, e a violência física traz um pouco da ilusão da masculinidade deturpada.
Não entrarei nas emoções, experimentadas pelos criminosos em clubinho, advindas dos olhares que comparavam os centímetros do órgão tornado arma contra uma menina, totalmente, indefesa. Compartilhando sêmens uns dos outros, arrisco mesmo levantar a hipótese de que o tamanho era inversamente proporcional à violência deflagrada, quanto menor, mais chutes desferiu.
A impressão da Juíza Vanessa Cavalieri pela sua percepção de que aqueles criminosos repetiam performances que haviam assistido em vídeos pornográficos, é bastante plausível. Recém iniciados na sexualidade adulta, ainda sem experiência suficiente de prazer sexual por uma troca prazerosa com uma outra pessoa, aqueles criminosos entraram com uma unilateralidade no lugar da troca. Podemos aventar que, pela pouca maturidade tanto cognitiva quanto experiencial, o formato “pronto”, método “copiou/colou” em formatação imposta. Nada experimentado, nada construído, como precisava ser para a aquisição da sexualidade adulta.
Diante da estúpida barbárie exibida, ainda surgem comentários que culpabilizam a vítima. Se não é o tamanho da saia, esquecendo-se que uma freira de 83 anos foi estuprada há poucos dias, e ela não estava na madrugada de um botequim, é descredibilizada quando ela diz que não consentiu.
A falência, por omissão ou intenção, das Políticas de Segurança Pública “inventam” ferramentas que recaem sobre a mulher. Uma concessão especial, (uahu!!!) de portar spray de pimenta. É aconselhado que ela faça aulas de luta de defesa pessoal. E aulas de tiro para manipular as armas de fogo que deve ter. Para além da vulnerabilidade da mulher, é ela que vai ter que arcar com sua própria segurança, aliviando a Política Pública do Estado? Não bastasse o subterfúgio da “Medida Protetiva de Urgência”, que a começar pelo pedido muitas vezes negado imprimindo mais uma humilhação, e que não é respeitada. Parece que em torno de 60% dos Feminicídios vitimaram mulheres que possuíam MPU. Algumas tombaram com sua Medida na mão.
Assim também lançar campanhas enormes que custaram bastante, com o objetivo de “ensinar” a criança a dizer não para os toques nos pontos de seu corpo, como se o estuprador fosse lhe atender. Quando já temos a comprovação que uma mulher adulta sofre uma paralização severa ao se dar conta que será estuprada, como podemos pretender que crianças pequenas não deixem que um adulto, na sua grande maioria, um adulto que ela ama e obedece, vai conseguir obstruir um estupro?
Essas ferramentas só aliviam os que imaginaram a resolução através delas. Enquanto isso, vemos, os que surgem na mídia, agentes de justiça se comportando com falta de decência. Sob o famoso segredo de justiça, temos conhecimento de parcialidades escandalosas. Não estou generalizando, em absoluto. Há Justos na Justiça. Conheço alguns deles. Mas fazer do assédio uma prática de gabinete ou de casa de praia, não se coaduna com a função de fazer Justiça.
Em franquias de Epstein, como um banqueiro ou, um Piloto, ou o Professor de Direito, e fora do Brasil, como Dominique Pelicot manteve por 10 anos, ou como pequenos Quiosques de Epstein, como nas novas confrarias de homens jovens em estupros coletivos, a barbárie se instalou, e teremos muito trabalho para desalojá-la e reestruturar o código de Ética entre nós, rasgado por nós mesmos, que terá que começar pela mudança nos valores humanos .
quinta-feira, 12 de março de 2026
Feminicídio: Homens que matam. Adolescentes que matam o cachorro Orelha. Parte I
Feminicídio: Homens que matam. Adolescentes que matam o cachorro Orelha.
Parte I
Onde estão os 1461 homens que, em 2025, mataram 1461 mulheres? Até para dar a notícia, os homens são poupados. Falo dos homens que assassinaram mulheres e crianças. É a vítima que compõe a notícia na voz passiva, a mulher foi morta, e não se fala “o fulano matou.” Penso que isso faz parte do combo de proteção garantida aos homens. Já nessa formulação linguística, o homem fica oculto no primeiro momento, depois ganha o prefácio de “suspeito”, mesmo que registros hajam. Na ausência desses vídeos, a palavra da mulher perde a credibilidade, e todas as dúvidas sobre ela, proliferam, levando à desqualificação de sua palavra e a rotineira desconsideração. As leis para a proteção das mulheres são leis testosterona.
Onde estão os 1461 homens? O argumento é que estão sob o manto abençoado do segredo de justiça. E, se alguma mulher divulgar qualquer fragmento de seu sofrimento, quando escapou da morte, ela é punida de imediato pela justiça. E terá como elemento dessa penalização, um ponto de confirmação da interpretação falaciosa na sua avaliação jurídica. Não há processos em cima de fatos que ocorreram. Há livre interpretação dos fatos. Não é descritivo, é interpretativo. É uma busca contínua pelo que está por trás. E o que está à vista, o que está de frente é desprezado.
Para preencher esse caminho interpretativo, que é pavimentado por incursões em campo pseudo psicológico, sem fundamentação científica, nem mesmo o velho e razoável bom senso. Aliás, razoabilidade é um princípio inexistente nessas narrativas que acusam mulheres de serem loucas e crianças de serem mentirosas.
Estupefatos, assistimos uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que entendeu as relações sexuais entre um homem de 35 anos e uma criança de 12 anos como sendo a fundação de um “núcleo familiar”, com vínculo afetivo e tudo. Foi atropelada o Princípio, inscrito no ECA e no Código Penal, que reza que todo ato libidinoso praticado em menor de 14 anos, é Estupro de Vulnerável. Não importa se não teve agressão nessa prática, não cabe nenhum argumento de consentimento, nem da criança nem de seus pais ou responsáveis. Ou seja: menos de 14 anos é Estupro de Vulnerável. Confuso ver a justiça desobedecendo a Justiça.
Mas, para nos confundir ainda mais, contamos hoje com mais de 34.000 crianças vivendo maritalmente com um adulto. Muitas entre elas, já são mães. Criança sendo esposa e sendo mãe. Enquanto isso, um pai que foi buscar a filha menor numa festa é repreendido por uma Conselheira Tutelar e conduzido à delegacia. O motivo: “nãso é assim que se educa”. De mão dada com a filha ele explica que a filha não tem idade para estar nessas festas, nem pode pegar celulares nos bolsos dos outros nem usar o que tem usado. Mas em tom ameaçador a Conselheira não escuta o cuidado do pai e reafirma que vai leva-lo para a Delegacia dizendo que ela é menina. Como se ele estivesse violando, gravemente, uma garantia de Direito da filha. Mas, como no caso da absolvição do homem que estava estuprando a menina de 12 anos, quando a Lei diz que abaixo dos 14 anos é Estupro, independente de qualquer condição, a conselheira defende o Direito da menina de 15 anos de estar em festa desacompanhada de Responsável de fazer uso de substâncias e de furtar celulares. Não havia nenhuma atitude agressiva da parte do pai. Fica confuso ver o autoritarismo da Conselheira. E o pai, perdido, defendendo o seu exercício da Função de Pai, sua responsabilidade, que fica claro, é bem aceito pela filha adolescente. No entanto, sabe-se lá de onde a Conselheira tirou a inconveniência institucional, é ela que detém o Poder, arbitrariamente.
Em meio a essa desorganização promovida por agentes institucionais, somos soterrados por uma avalanche barbáries. Cenas inimagináveis rasgam nossa virgindade do infinito das perversões humanas. As violências vão das brutais, às, meticulosamente, calculadas, em grande sofisticação. E contaminam os adolescentes que outrora quebravam bancos ou lixeiras nas calçadas como atos delinquenciais, hoje aprendem em sites de sadismo como empalar um cachorro e martelar pregos em sua cabeça, sem ter um só fio de compaixão para terminar de matá-lo. E o abandonam, moribundo, entregue ao sofrimento extremo.
Os dados trazidos pelos órgãos da comunicação, sobre as Organizações Criminosas Internacionais, levantaram sobremaneira o sarrafo. Depois desse festival de horrores, os atos libidinosos vão ser mais minimizados ainda, até desaparecer do campo das preocupações e cuidados. Penso que essa é uma estratégia intencional. Afinal, agora se fala em mais de 3 milhões de documentos. Em 2019 foram conhecidos 250 mil. Depoimentos de vítimas foram expostos. 2019. Nada aconteceu.
E ainda, não me parece ser uma tentativa de “corrigir” um comportamento aberrante. Penso que se trata muito mais de uma ameaça velada, de uma demonstração de Poder, de Força, de Dominação.
quinta-feira, 5 de março de 2026
As Franquias de Epstein Parte III
As Franquias de Epstein.
Parte III
Epstein? Quem lembra de Epstein? Mas, nada mudou. Talvez um pouco para pior. Considerando a onda feroz de estupros de vulneráveis, vivemos um tempo tenebroso. O homem de 35 anos comerciante de substâncias ilícitas, estuprava a menina de 12 anos aliciada pela sua mãe em pagamento de uma cesta básica e umas cervejas com ele no bar. Outra menina de 12 anos também. Uma idosa que pegou um ônibus e foi estuprada pelo motorista. 71 anos. Uma mais idosa ainda, freira, dentro do convento onde vivia. 83 anos. Essas duas últimas citadas, corroboram a tese que venho defendendo. Penso que, apesar de se passar no campo sexual do corpo, o estupro de vulnerável, principalmente, a modalidade intrafamiliar, ou melhor, o incesto. Tanto a freira de 83 anos, quanto a idosa de 71 anos não exalam mais sensualidade. É da natureza. Não há como se falar que a freira foi estuprada aos 83 anos porque sua minissaia era muito curta, ou a idosa de 71 anos estava com um longo com uma fenda que chegava quase à cintura e muito justo modelando o corpo. À partir de qual estímulo sexual esses dois homens se excitaram para realizar uma penetração. Mesmo com a “colaboração” da violência e da crueldade, houve ereção e ejaculação. Epstein e seus convidados ilustres também, estupravam meninas travestidas de mulheres. Eram crianças.
E os bebês? Tanto na Ilha de Epstein quanto aqui entre nós, bebês são estuprados e escravizados para enriquecimento de um familiar. E nada é feito para que possamos começar a ter instrumentos científicos seguros para adquirir o conhecimento dessa aberração humana. Se, quando uma mãe, cumprindo o Art. 13 do ECA, leva a queixa de sua criança à Instituição competente, é, imediatamente, considerada “alienadora louca”, e, ao cabo de alguns penosos anos, a justiça promove a Privação Materna Judicial e entrega a criança violada para seu violador. As provas materiais, marcas de várias idades na pele, ou as fissuras anais comprovadas por legista público, são desconsiderados. Os fatos objetivos vêm sendo substituídas por interpretações que se pretendem descobrir por traz da realidade. Ou seja, uma lei objetiva, por exemplo, é interpretada por um magistrado que sentencia, por fim, em desobediência à Constituição, ao Código Penal, e ao ECA, de uma vez só, “não houve estupro, havia afeto” – criança de 12 anos – quando a Lei determina o marco de 14 anos. O problema é que essa “interpretação” está sempre embebida de transgressão.
Alguém imagina como seria uma mãe chegar numa delegacia para fazer uma denúncia de estupro de vulnerável de um bebê de 8 meses? Se com a voz da criança relatando tudo que sofreu é descredibilizado, sendo um bebê, que ela flagrou o genitor abusando, o que seria feito com ela? Mas, não são bonecos borns que estão na internet à venda em vídeos pornográficos.
Já vimos de tudo em horrores? Não. Uma adolescente é atraída por um ex, confiou, e a armadilha sexual tem início, 4 outros rapazes entram no apartamento e executam um estupro coletivo. Brutalidade, crueldade, muita violência. As lesões ficam. A dor imensa, a física, a psicológica. O estupro coletivo, além de bárbaro, traz um ponto que merece uma reflexão. Misturando Exibicionismo e Vouyerismo, a promiscuidade instalada com a execução do estupro, deixa à mostra uma espécie de irmandade perversa, despudorada, onde os órgãos sexuais ficam todos exibidos e trocam fluidos entre os homens, sem cerimônia. Esse fenômeno estava também nos Estupros Continuados de Gisèle Pelicot, à época com 50, 60 anos, e que promovidos pelo seu marido, Dominique Pelicot. Durante uma década, ele vendeu o corpo inerte de sua esposa para homens, no próprio quarto do casal, assistido e gravado em vídeo. Ele selecionou cerca de 80 homens, entre os quais escolhia alguns de cada vez, e os estupros eram, assim, coletivos.
No caso da adolescente, essa espécie de excitação pervertida, movimenta um impulso brutal de violência contra a vítima, repetitivo, quase em conjunto, e pontapés são desferidos. Isso tudo tem resultado Poder para os predadores.
Em meio à tempestade de estupros e feminicídios que crescem em assustadora proporção geométrica, aquele senhor alaranjado, que aparece em milhares de fotos com meninas pequenas, acusado por muitas delas de ter avançado, deflagra uma guerra e realiza o que vinha respondendo para os repórteres: “tem que passar a página”, “tem que esquecer isso”. E ele mudou tudo por mísseis, drones kami-kazis, bombas variadas, usando na paleta o tom terracota, de mais impacto, logo substituído por um tom mais suave. E assim, o tema dos pedocrimes virou fumaça.
Parece que os crimes de pedofilia foram capturados pelos drones e mísseis. Pode ser, só, coincidência.
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